domingo, 6 de junho de 2010

Quando a escola é de vidro

Quando a escola é de vidro




Naquele tempo eu até que achava natural que as coisas fossem daquele jeito.

Eu nem desconfiava que existissem lugares muito diferentes...

Eu IA pra escola todos OS dias de manhã e quando chagava, logo, logo, eu tinha que me meter no vidro.
É, no vidro!

Cada menino ou menina tinha um vidro e o vidro não dependia do tamanho de cada um, não!

O vidro dependia DA classe em que a gente estudava.



Se você estava no primeiro ano ganhava um vidro de um tamanho.

Se você fosse do segundo ano seu vidro era um pouquinho maior.

E assim, OS vidros iam crescendo á medida em que você IA passando de ano.

Se não passasse de ano era um horror.

Você tinha que usar o mesmo vidro do ano passado.

Coubesse ou não coubesse.

Aliás nunca ninguém se preocupou em saber se a gente cabia nos vidros.

E pra falar a verdade, ninguém cabia direito.



Uns eram muito gordos, outros eram muito grandes, uns eram pequenos e ficavam afundados no vidro, nem assim era confortável.

Os muitos altos de repente se esticavam e as tampas dos vidros saltavam longe, ás vezes até batiam no professor.

Ele ficava louco DA vida e atarrachava a Tampa com força, que era pra não sair mais.

A gente não escutava direito o que OS professores diziam, OS professores não entendiam o que a gente falava...

As meninas ganhavam uns vidros menores que OS meninos.

Ninguém queria saber se elas estavam crescendo depressa, se não cabia nos vidros, se respiravam direito...



A gente só podia respirar direito na hora do recreio ou na aula de educação física.

Mas aí a gente já estava desesperado, de tanto ficar preso e começava a correr, a gritar, a bater uns nos outros.

As meninas, coitadas, nem tiravam OS vidros no recreio. E na aula de educação física elas ficavam atrapalhadas, não estavam acostumadas a ficarem livres, não tinha jeito nenhum para Educação Física.

Dizem, nem sei se é verdade, que muitas meninas usavam vidros até em Casa.

E alguns meninos também.

Estes eram OS mais tristes de todos.

Nunca sabiam inventar brincadeiras, não davam risada á toa, uma tristeza!



Se agente reclamava?

Alguns reclamavam.

E então OS grandes diziam que sempre tinha sido assim; IA ser assim o resto DA vida.

Uma professora, que eu tinha, dizia que ela sempre tinha usado vidro, até pra dormir, por isso que ela tinha boa postura.

Uma vez um colega meu disse pra professora que existem lugares onde as escolas não usam vidro nenhum, e as crianças podem crescer a vontade.

Então a professora respondeu que era mentira, que isso era conversa de comunistas. Ou até coisa pior...



Tinha menino que tinha até de sair DA escola porque não havia jeito de se acomodar nos vidros. E tinha uns que mesmo quando saíam dos vidros ficavam do mesmo jeitinho, meio encolhidos, como se estivessem tão acostumados que até estranhavam sair dos vidros.

Mas uma vez, veio para minha escola um menino, que parece que era favelado, carente, essas coisas que as pessoas dizem pra não dizer que é pobre.

Aí não tinha vidro pra botar esse menino.

Então OS professores acharam que não fazia mal não, já que ele não pagava a escola mesmo...



Então o Firuli, ele se chamava Firuli, começou a assistir as aulas sem estar dentro do vidro.

O engraçado é que o Firuli desenhava melhor que qualquer um, o Firuli respondia perguntas mais depressa que OS outros, o Firuli era muito mais engraçado...

E OS professores não gostavam nada disso...

Afinal, o Firuli podia ser um mal exemplo pra nós...

E nós morríamos de inveja dele, que ficava no bem-bom, de perna esticada, quando queria ele espreguiçava, e até mesmo que gozava a cara DA gente que vivia preso.

Então um dia um menino DA minha classe falou que também não IA entrar no vidro.



Dona Demência ficou furiosa, deu um coque nele e ele acabou tendo que se meter no vidro, como qualquer um.

Mas no dia seguinte duas meninas resolveram que não iam entrar no vidro também:

- Se o Firuli pode por que é que nós não podemos?

Mas Dona Demência não era sopa.

Deu um coque em cada uma, e lá se foram elas, cada uma pro seu vidro...

Já no outro dia a coisa tinha engrossado.

Já tinha oito meninos que não queriam saber de entrar nos vidros.



Dona Demência perdeu a paciência e mandou chamar seu Hermenegildo que era o diretor lá DA escola.

Seu Hermenegildo chegou muito desconfiado:

- Aposto que essa rebelião foi fomentada pelo Firuli. É um perigo esse tipo de gente aqui na escola. Um perigo!

A gente não sabia o que é que queria dizer fomentada, mas entendeu muito bem que ele estava falando mal do Firuli.

E seu Hermenegildo não conversou mais. Começou a pegar as meninos um por um e enfiar á força dentro dos vidros.



Mas nós estávamos loucos para sair também, e pra cada um que ele conseguia enfiar dentro do vidro - já tinha dois fora.

E todo mundo começou a correr do seu Hermenegildo, que era pra ele não pegar a gente, e na correria começamos a derrubar os vidros.

E quebramos um vidro, depois quebramos outro e outro mais dona Demência já estava na janela gritando - SOCORRO! VÂNDALOS! BÀRBAROS!

(pra ela bárbaro era xingação).

Chamem o Bombeiro, o exército da Salvação, a Polícia Feminina...



Os professores das outras classes mandaram cada um, um aluno para ver o que estava acontecendo.

E quando os alunos voltaram e contaram a farra que estava na 6° série todo mundo ficou assanhado e começou a sair dos vidros.

Na pressa de sair começaram a esbarrar uns nos outros e os vidros começaram a cair e a quebrar.

Foi um custo botar ordem na escola e o diretor achou melhor mandar todo mundo pra casa, que era pra pensar num castigo bem grande, pro dia seguinte.

Então eles descobriram que a maior parte dos vidros estava quebrada e que ia ficar muito caro comprar aquela vidraria tudo de novo.



Então diante disso seu Hermenegildo pensou um pocadinho, e começou a contar pra todo mundo que em outros lugares tinha umas escolas que não usavam vidro nem nada, e que dava bem certo, as crianças gostavam muito mais.

E que de agora em diante ia ser assim: nada de vidro, cada um podia se esticar um bocadinho, não precisava ficar duro nem nada, e que a escola agora ia se chamar Escola Experimental.

Dona Demência, que apesar do nome não era louca nem nada, ainda disse timidamente:

- Mas seu Hermenegildo, Escola Experimental não é bem isso...


Seu Hermenegildo não se pertubou:

- Não tem importância. Agente começa experimentando isso. Depois a gente experimenta outras coisas...

E foi assim que na minha terra começaram a aparecer as Escolas Experimentais.

Depois aconteceram muitas coisas, que um dia eu ainda vou contar...

sábado, 5 de junho de 2010

Pegue uma cebola

Pegue uma cebola




Por Rubem Alves, para o Portal Aprendiz









Pegue uma cebola e corte no meio. Então olhe bem para ela com olhos de criança. Se você não sabe o que é o olhar de uma criança, leia o poeta Alberto Caeiro para aprender...



Uma paciente minha, dos tempos em que eu exercia a psicanálise, olhou com olhos de criança para uma cebola cortada ao meio e ficou tão espantada com o que viu que pensou que estava ficando louca.



Uma cebola cortada é mesmo um espanto. Pablo Neruda, olhando para uma cebola, escreveu: "Rosa de água com escamas de cristal...".



Agora, figure que uma cebola cortada é um modelo do mundo. Bem no centro, lá onde o primeiro anel é tão pequeno que não chegou a ser anel, ponha uma criança. Imagine que os anéis são os mundos que ela precisa conhecer para viver.



Mas não é possível comer o que está longe. Não é possível pular anéis. Só se pode comer o quarto anel depois que se comeu o primeiro, o segundo e o terceiro anéis.



A cebola cortada me sugeriu a forma como o primeiro currículo deveria ser organizado: como os anéis de uma cebola, na ordem certa. O que estaria contido no primeiro anel? A resposta é fácil: o primeiro anel que abraça a criança é a sua casa.



Não fui ousado ao ponto de sugerir a construção de uma casa de tijolo e cimento. Mas é a imaginação que faz o que não existe existir! Pensei que a casa onde uma criança mora, o primeiro anel da sua cebola, é um universo imenso, cheio de provocações ao conhecimento.



Primeiro, a casa como objeto matemático: ângulos, triângulos, linhas horizontais, verticais e paralelas, proporções e simetrias.



Depois, como objeto da física: a composição de forças no travamento do telhado, o prumo, o nível, as caixas de ferramentas, o martelo, o serrote, a pua, a física dos materiais, a madeira, o vidro, a cerâmica, o plástico, a eletricidade que esquenta e que esfria, a eletricidade que faz girar, que ilumina e produz música.



Esse laboratório de química chamado cozinha: o fogo, os alimentos, os temperos.



O mundo das coisas vivas: as baratas, as traças, os tatuzinhos, os piolhos, os pássaros, as aranhas, os cachorros, os gatos, os peixes, os pernilongos, os mosquitos da dengue, os caramujos.



O mundo das doenças e da saúde. Os primeiros-socorros. O lixo, as privadas... Ouse imaginar quantas toneladas de cocô por ano os humanos colocam na nossa Terra...



E, ao tomar o seu branco e puro leitinho, imagine quantas toneladas de bosta de vaca e quantos metros cúbicos de gases fétidos são lançados na atmosfera diariamente pelos bovinos inocentes.



O mundo da cultura: as revistas, os livros, a televisão, o jardim, os quadros.



Gostaria de conhecer a casa em que moro, mas não conheço. Aperto uma infinidade de botões que fazem as coisas acontecerem, mas não sei por que elas acontecem, e, quando não acontecem, fico perdido e tenho de chamar um técnico.



Pensei que as crianças gostariam da ideia assim como eu gostei. Aprendendo sobre a casa aprendemos sobre o mundo todo. Pois o mundo todo é a grande casa em que moramos, o último anel da cebola...

quinta-feira, 3 de junho de 2010

O que é mediação da aprendizagem?

Estou lendo  um livro chamado Mediação da  Aprendizagem que traz muitas contribuições  de Feuerstein e de Vygotsky, chego a conclusão que minhas  dúvidas e  questionamentos estão trilhando  caminhos  certos.
Buscar  entender a mediação na aprendizagem é compreender de  que  forma acontece a aprendizagem no ser humano.
Toda minha infância  foi mediada por minha mãe e por meu pai, que  procuravam despertar em mim a vontade de aprender a aprender, a busca de me fazer compreender que lendo,  eu seria de algum  modo  livre para  voar como um pássaro, e assim ser  autora da minha  própria história.
Depois de anos tentando  fazer com que minha equipe de professores compeendessem a importancia da mediação na aprendizagem,chego a conclusão que ainda  tenho um vasto caminho a percorrer e  eles  também. 
Ao professor não basta ensinar, ao professor compete mediar.
Vemos hoje um discurso  muito  usado em quase todas as escolas do  país: " O  aluno  precisa  aprender a aprender" na realidade isso  virou um jargão, que na maioria das vezes não acontece. Todo  professor precisa  ter em mente que  necessita mudar sua   forma de agir , mudar o estilo de suas  aulas, precisa alcançar este aluno  na integra, ou a  aprendizagem não irá  acontecer. Nos  cursos  de  graduação, pós-  graduação e etc vemos professores  nos  aconselhando a lecionarmos de  forma a  transmitir as informações aos nossos alunados de forma que os mesmos  consigam  perceber e entender o que queremos transmitir. Os professores de uma forma geral até  tentam mas  a grande maioria não sabe  como fazer isto acontecer. 
Nas Universidades , lemos  textos retirados de livros e não  livros inteiros, por este motivo,  apenas  refletimos o que diz  um capítulo,ou seja fazemos sinteses e discutimos o conteúdofracionado, não  nos dão espaço para  sermos autores de nossa prática, não nos deixam espaço para  produzir bons textos, e assim  formamos professores que  não  acham importante a criação, damos valores a cópias. Como  diria  Jung " nascemos original e morremos cópia". É bem  verdade que isso  acontece, portanto, precisamos de modelos  para  serem  seguidos, mas  que modelos  estamos seguindo?formando?  como exigir  do professor, mudanças? Então levantamos  uma questão: Qual a diferença entre ensinar  e mediar? ou seja qual a diferença entre ser professor e ser mediador? Um professor pode ser mediador? Como fazer deste aluno autor de sua história ou  que não seja apenas um  transmissor de conhecimentos , mas que seja  produtor de conhecimentos , que saiba desenvolver sua autonomia para  poder aprender a aprender.Formando-se assim  como que diz nossa LDB, cidadão  do mundo, crítico , reflexivo, justo e eficaz nas suas ações e consciente de seu papel no mundo e na sociedade.
Logo lendo e buscando sobre mediação pude compreender que mediar é uma espécie de interação especializada em que a "aprendizagem encontra a "autonomia para aprender" e juntas, possibilitam a  contrução de pessoas com capacidade de andar por si só na contrução do conhecimento." Compreedendo que mediar é  tão importante , me  retrato a minha infância  para  descrever um pouco  sobre  como a mediação  foi  importante na minha formação  não só  academica como  pessoal.
Minha mãe  de uma certa forma me vem hoje a lembrança como a primeira mediadora  que conheci e talvéz a  mais importante. Em toda minha  infância, lembro  dela lendo e me  fazendo depois  narrar  o que ela  havia lido  de forma que  eu pudesse não  decorar sua fala, mas  de alguma forma oportunizar a minha criação, ou seja  que  eu pudesse descrever de que forma compreendi o que ela  havia lido. O mais engraçado  disso é que ela não tinha instrução, não havia feito um curso  superior, nem pós graduação e nem tão puco mestrado ou doutorado em educação. Havia  sim,  todo um encantamento em sua  fala,  que até hoje a escuto  contando  com  tanta emoção  por exemplo,  a história de Cachinhos de ouro, e  eu  enquanto  ouvinte me deixava penetrar  por  esse mundo do faz de conta, e assim  ia  de uma certa forma  construindo meus saberes e no dialógo com  ela, sendo autora da minha  própria imaginação, reconstruindo tais experiências mentais e verbais,  formalizando assim o aprender a aprender hoje tão  divulgado.Nas trocas, nos dircursos, nas conversas  conseguimos de alguma  forma transmitir  nossa  aprendizagem, ou seja  com  dizia Vygotsky  é na interação que o homem se faz homem.
E buscando em Feuerstein  e estudando sua  proposta que tem por  base as experiências de aprendizagem mediada  e a avaliação de potencial de desenvolvimento, que  procuro  base  para meu questionamento  sobre  como podemos aprender a aprender? de que  forma  podemos mediar um aluno? Será que o mediador pode ser um facilitador da aprendizagem? e  de que forma  esse mediador poderá  atuar na escola?Eses  questinamnetos me fazem  buscar  em minha  prática , primeiro como  professora e depois como coordenadora que que forma podemos formar pessoas que compreendam  a importância de mediar.
A mediação vem também para romper com os paradigmas e conceitos, hoje precisamos abrir as portas para a diversidade educacional,revendo nossas atitudes em sala de aula, integrando várias áreas do saber, trabalhar as várias educações, para poder identificar potencialidades, para que todos posssam ser alcançados,contribuindo assim com a escola inclusiva que chega hoje para agregar aqules com com transtornos ou que apresentam dificuldades de aprendizagem ou de ensinagem, Estou lendo  um livro chamado Mediação da  Aprendizagem que traz muitas contribuições  de Feuerstein e de Vygotsky, chego a conclusão que minhas  dúvidas e  questionamentos estão trilhando  caminhos  certos.
Buscar  entender a mediação na aprendizagem é compreender de  que  forma acontece a aprendizagem no ser humano.
Toda minha infância  foi mediada por minha mãe e por meu pai, que  procuravam despertar em mim a vontade de aprender a aprender, a busca de me fazer compreender que lendo,  eu seria de algum  modo  livre para  voar como um pássaro, e assim ser  autora da minha  própria história.
Depois de anos tentando  fazer com que minha equipe de professores compeendessem a importancia da mediação na aprendizagem,chego a conclusão que ainda  tenho um vasto caminho a percorrer e  eles  também.
Ao professor não basta ensinar, ao professor compete mediar.
Vemos hoje um discurso  muito  usado em quase todas as escolas do  país: " O  aluno  precisa  aprender a aprender" na realidade isso  virou um jargão, que na maioria das vezes não acontece. Todo  professor precisa  ter em mente que  necessita mudar sua   forma de agir , mudar o estilo de suas  aulas, precisa alcançar este aluno  na integra, ou a  aprendizagem não irá  acontecer. Nos  cursos  de  graduação, pós-  graduação e etc vemos professores  nos  aconselhando a lecionarmos de  forma a  transmitir as informações aos nossos alunados de forma que os mesmos  consigam  perceber e entender o que queremos transmitir. Os professores de uma forma geral até  tentam mas  a grande maioria não sabe  como fazer isto acontecer.
Nas Universidades , lemos  textos retirados de livros e não  livros inteiros, por este motivo,  apenas  refletimos o que diz  um capítulo,ou seja fazemos sinteses e discutimos o conteúdofracionado, não  nos dão espaço para  sermos autores de nossa prática, não nos deixam espaço para  produzir bons textos, e assim  formamos professores que  não  acham importante a criação, damos valores a cópias. Como  diria  Jung " nascemos original e morremos cópia". É bem  verdade que isso  acontece, portanto, precisamos de modelos  para  serem  seguidos, mas  que modelos  estamos seguindo?formando?  como exigir  do professor, mudanças? Então levantamos  uma questão: Qual a diferença entre ensinar  e mediar? ou seja qual a diferença entre ser professor e ser mediador? Um professor pode ser mediador? Como fazer deste aluno autor de sua história ou  que não seja apenas um  transmissor de conhecimentos , mas que seja  produtor de conhecimentos , que saiba desenvolver sua autonomia para  poder aprender a aprender.Formando-se assim  como que diz nossa LDB, cidadão  do mundo, crítico , reflexivo, justo e eficaz nas suas ações e consciente de seu papel no mundo e na sociedade.
Logo lendo e buscando sobre mediação pude compreender que mediar é uma espécie de interação especializada em que a "aprendizagem encontra a "autonomia para aprender" e juntas, possibilitam a  contrução de pessoas com capacidade de andar por si só na contrução do conhecimento." Compreedendo que mediar é  tão importante , me  retrato a minha infância  para  descrever um pouco  sobre  como a mediação  foi  importante na minha formação  não só  academica como  pessoal.
Minha mãe  de uma certa forma me vem hoje a lembrança como a primeira mediadora  que conheci e talvéz a  mais importante. Em toda minha  infância, lembro  dela lendo e me  fazendo depois  narrar  o que ela  havia lido  de forma que  eu pudesse não  decorar sua fala, mas  de alguma forma oportunizar a minha criação, ou seja  que  eu pudesse descrever de que forma compreendi o que ela  havia lido. O mais engraçado  disso é que ela não tinha instrução, não havia feito um curso  superior, nem pós graduação e nem tão puco mestrado ou doutorado em educação. Havia  sim,  todo um encantamento em sua  fala,  que até hoje a escuto  contando  com  tanta emoção  por exemplo,  a história de Cachinhos de ouro, e  eu  enquanto  ouvinte me deixava penetrar  por  esse mundo do faz de conta, e assim  ia  de uma certa forma  construindo meus saberes e no dialógo com  ela, sendo autora da minha  própria imaginação, reconstruindo tais experiências mentais e verbais,  formalizando assim o aprender a aprender hoje tão  divulgado.Nas trocas, nos dircursos, nas conversas  conseguimos de alguma  forma transmitir  nossa  aprendizagem, ou seja  com  dizia Vygotsky  é na interação que o homem se faz homem.
E buscando em Feuerstein  e estudando sua  proposta que tem por  base as experiências de aprendizagem mediada  e a avaliação de potencial de desenvolvimento, que  procuro  base  para meu questionamento  sobre  como podemos aprender a aprender? de que  forma  podemos mediar um aluno? Será que o mediador pode ser um facilitador da aprendizagem? e  de que forma  esse mediador poderá  atuar na escola?Eses  questinamnetos me fazem  buscar  em minha  prática , primeiro como  professora e depois como coordenadora que que forma podemos formar pessoas que compreendam  a importância de mediar.
A mediação vem também para romper com os paradgimas e conceitos, hoje precisam abrir as portas para a diversidade educacional,revendo nossas atitudes em sala de aula, integrando várias áreas, trabalhar as várias educações, para poder identificar potencialidades para que todos posssam ser alcançados contribuindo assim com a escola inclusiva que chega hoje para agregar a todos deficientes ou não.

AO MESTRE COM CARINHO

Dificuldades na Aprendizagem

terça-feira, 11 de maio de 2010

DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM

Para podermos tratar de dificuldades de aprendizagem, primeiro temos que falar dos esquemas evolutivos da aprendizagem, pois através dela, concebe-se a aprendizagem como uma construção intrapsíquica, com continuidade genética e diferenças evolutivas, resultantes da sua interação com o meio. assim entendemos que desde o nascimento até o contato como o grupo familiar a crianças recebem o resultado das interações do substrato biológico com a mãe, que na realidade será sempre o objeto por excelência e mediadora das características da cultura e das famílias históricas e atual, modelando assim a personalidade.

É por isso que hoje a aprendizagem vem ocupando um lugar de destaque, na realidade, merece que haja uma continudade da formação deste professor que vai atuar com essas crianças.E isso vem incomodando bastante as classes educacionais. Como atender essas crianças com dificuldades de aprendizagem e as que hoje foram trazidas pela inclusão. Se antes os professores já sentiam um frenezi com dificuldades de aprendizagens que dirá com transtornos de aprendizagem.

Assim o âmbito institucional, com suas muitas e grandes deficências, precisam ser revistas e encontrar uma nova perspectiva para a formação de professores que possam ser mediadores, atuando dentro do parâmetro educacional,mas que tenha o aporte necessário para atender a estas crianças tão especiais. Acredito que se houvesse uma formação a nível de especialização que podesse ser somada ao curso de pedagogia, seria de grande valia na construção desta nova escola.

Logo chegamos a conclusão de que a aprendizagem é uma função integrativa,onde relacionan-se a mente, o corpo e a psique para que assim o indivíduo possa se formar de uma forma particular e única.Cada um tem sua forma particular de aprender ou seja de processar as informações.Para poder entender bem o processo complexo da aprendizagem, ilustramos com o caso dos meninos lobo. Por circunstâncias diferentes eles cresceram as margens da sociedade moderna. Encontrados numa floresta, vivendo sozinhos, selvagens e afastados da civilização. Podemos acreditar que ambos estavam psicologicamente vivendo num submundo. Assim foram feitos vários testes e estudos com esses meninos. Através dos mesmos, foi constatado que a base cerebral permanecia intacta e normal. No entanto não haviam adquirirdo , a base do psiquismo humano. Esses meninos não haviam adquiridos uma série de funções humanas como andar ereto ou utilizar a linguagem oral. Porém, sabiam correr de quatro muito mais rapidamente que seus contemporâneos e podiam reconhecer pelo olfato o que realmente podiam comer , sem morrrer. Assim, na realidade haviam desenvolvido exclusivamenteos sentidos que foram mantidos durante seus primeiros anos de vida.Podemos perceber que apesar de terem a base morfológica cerebral perfeita, não tiveram a possibilidade de desenvolverem a organização e reorganização funcional em virtude da aprendizagem prática e llinguística que deveriam ter adquirido durante a vida.Também não tiveram um modelo (mãe) ou seja a mediadora dos saberes sociais. Por isso o desenvolvimento cognitivo não conseguiu se transformar. Alguns estudiosos afirmam que se uma pessoa não escuta até os dez anos de idade, por exemplo, é muito improvável que possa aprender a falar.Conseguimos então compreender que o funcionamento do cérebro depende das experiências que construimos durante nossa vida.
Para podermos tratar de dificuldades de aprendizagem, primeiro temos que falar dos esquemas evolutivos da aprendizagem, pois através dela, concebe-se a aprendizagem como uma construção intrapsíquica, com continuidade genética e diferenças evolutivas, resultantes da sua interação com o meio. assim entendemos que desde o nascimento até o contato como o grupo familiar a crianças recebem o resultado das interações do substrato biológico com a mãe, que na realidade será sempre o objeto por excelência e mediadora das características da cultura e das famílias históricas e atual, modelando assim a personalidade.

É por isso que hoje a aprendizagem vem ocupando um lugar de destaque, na realidade, merece que haja uma continudade da formação deste professor que vai atuar com essas crianças.E isso vem incomodando bastante as classes educacionais. Como atender essas crianças com dificuldades de aprendizagem e as que hoje foram trazidas pela inclusão. Se antes os professores já sentiam um frenezi com dificuldades de aprendizagens que dirá com transtornos de aprendizagem.

Assim o âmbito institucional, com suas muitas e grandes deficências, precisam ser revistas e a encontrar uma nova perspectiva para a formação de professores que possam ser mediadores, atuando dentro do parâmetro educacional,mas que tenha o aporte necessário para atender a estas crianças tão especiais. Acredito que se houvesse uma formação a nível de especialização que podesse ser somada ao curso de pedagogia, seria de grande valia na construção desta nova escola.

Logo chegamos a conclusão de que a aprendizagem é uma função integrativa,onde relacionan-se a mente, o corpo e a psique para que assim o indivíduo possa se formar de uma forma particular e única.Assim cada uma tem sua forma particular de aprender ou seja de processar as informações.Para poder entender bem o processo complexo da aprendizagem, ilustramos com o caso dos meninos lobo. Por circunstâncias diferentes eles cresceram as margens da sociedade moderna. Encontrados numa floresta, vivendo sozinhs, selvagens e afastados da civivlização. Podemos acreditr que ambos estavam psicologicamente vivendo num submundo. Assim foram feitos varios testes e estudos com esses meninos. Através dos mesmos foi constatado que a base cerebral permanecia intacta e normal. No entanto não haviam adquirirdo , a base do psiquismo humano. Esses meninos não haviam adquiridos uma série de funções humanas como andar ereto ou utilizar a linguagem oral. Porém, sabiam correr de quatro muito mais rapidamente que seus contemporâneos e podiam reconhecer pelo olfato o que relamente podiam comer , sem morrrer. Assim, na realidade haviam desenvolvido exclusivamenteos sentidos que foram mantidos durante seus primeiros anos de vida.Podemos perceber que apesar de terem a base morfológica cerebral perfeita, não tiveram a possibilidade de desenvolverem a organização e reorganização funcional em veirtude da aprendizagem prática e llinguística que deveriam ter adquirido durante a vida.Também não tiveram um modelo (mãe) ou seja a mediadores de saberes sociais. Por isso o desenvolvimento cognitivonão conseguiu se transformar. Alguns estudiossos afirmam que se uma pessoa não escuta até os dez anos de idade, por exemplo, é muito improvável que possa aprender a falar.Conseguimos então compreender que o funcionamento do cérebro depende das experiências que construimos durante nossa vida.
Para podermos tratar de dificuldades de aprendizagem, primeiro temos que falar dos esquemas evolutivos da aprendizagem, pois através dela, concebe-se a aprendizagem como uma construção intrapsíquica, com continuidade genética e diferenças evolutivas, resultantes da sua interação com o meio. assim entendemos que desde o nascimento até o contato como o grupo familiar a crianças recebem o resultado das interações do substrato biológico com a mãe, que na realidade será sempre o objeto por excelência e mediadora das características da cultura e das famílias históricas e atual, modelando assim a personalidade.

É por isso que hoje a aprendizagem vem ocupando um lugar de destaque, na realidade, merece que haja uma continudade da formação deste professor que vai atuar com essas crianças.E isso vem incomodando bastante as classes educacionais. Como atender essas crianças com dificuldades de aprendizagem e as que hoje foram trazidas pela inclusão. Se antes os professores já sentiam um frenezi com dificuldades de aprendizagens que dirá com transtornos de aprendizagem.

Assim o âmbito institucional, com suas muitas e grandes deficências, precisam ser revistas e a encontrar uma nova perspectiva para a formação de professores que possam ser mediadores, atuando dentro do parâmetro educacional,mas que tenha o aporte necessário para atender a estas crianças tão especiais. Acredito que se houvesse uma formação a nível de especialização que podesse ser somada ao curso de pedagogia, seria de grande valia na construção desta nova escola.

Logo chegamos a conclusão de que a aprendizagem é uma função integrativa,onde relacionan-se a mente, o corpo e a psique para que assim o indivíduo possa se formar de uma forma particular e única.Assim cada uma tem sua forma particular de aprender ou seja de processar as informações.Para poder entender bem o processo complexo da aprendizagem, ilustramos com o caso dos meninos lobo. Por circunstâncias diferentes eles cresceram as margens da sociedade moderna. Encontrados numa floresta, vivendo sozinhs, selvagens e afastados da civivlização. Podemos acreditr que ambos estavam psicologicamente vivendo num submundo. Assim foram feitos varios testes e estudos com esses meninos. Através dos mesmos foi constatado que a base cerebral permanecia intacta e normal. No entanto não haviam adquirirdo , a base do psiquismo humano. Esses meninos não haviam adquiridos uma série de funções humanas como andar ereto ou utilizar a linguagem oral. Porém, sabiam correr de quatro muito mais rapidamente que seus contemporâneos e podiam reconhecer pelo olfato o que relamente podiam comer , sem morrrer. Assim, na realidade haviam desenvolvido exclusivamenteos sentidos que foram mantidos durante seus primeiros anos de vida.Podemos perceber que apesar de terem a base morfológica cerebral perfeita, não tiveram a possibilidade de desenvolverem a organização e reorganização funcional em veirtude da aprendizagem prática e llinguística que deveriam ter adquirido durante a vida.Também não tiveram um modelo (mãe) ou seja a mediadores de saberes sociais. Por isso o desenvolvimento cognitivonão conseguiu se transformar. Alguns estudiossos afirmam que se uma pessoa não escuta até os dez anos de idade, por exemplo, é muito improvável que possa aprender a falar.Conseguimos então compreender que o funcionamento do cérebro depende das experiências que construimos durante nossa vida.
O homem quando nasce já encontra um mundo organizado, normas sociais e uma história. A vivência com o grupo favorece o desenvolvimento de algumas manifestações simbólicas como a linguagem e o pensamento, por meio desta integração o indivíduo constroi sua aprendizagem.
As dificuldades de aprendizagem podem surgir por alguns problemas cognitivos ou por ensinagem. Hoje é fácil diagnosticar as crianças como hiperativas, disléxicas, etc. Porém na realidade nós professores precisamos treinar nosso olhar para podermos ver o outro como o outro é.
A aprendizagem vem ocupando o lugar que, na realidade, merece a preparação de professores, educadores, psicólogos e de todos os profissionais cuja atuação se relaciona com modificações a serem operadas na personalidade humana, o que inicia com o , ou até antes, do nascimento, vai desde a criança, que se encontra na fase de aquisição de linguagem, passando à adolescência com a dificuldadade de ajustamento até ao adulto na distribuição do seu salário para despesas domésticas ou o pai na administração de carinho aos seus filhos, e se prolonga até a morte(CAMPOS,1996).
Ou seja a aprendizagem assim como a espiral do desenvolvimento perpassa toda a nossa existência.
A aprendizagem deve ter como objetivo a construção do conhecimento(ser cognocente)e assim construir a autonomia desse sujeito.

CAUSA E EFEITO

Causa e Efeito :

Se a sua vida está estagnada, é preciso prestar mais atenção no que você faz por ela. A gente nunca ouve uma pessoa dizer: “Eu me levanto cedo, faço ginástica, estudo, cultivo minhas relações, esforço-me ao máximo no trabalho – e nada de bom acontece em minha vida”.
A vida é um sistema de energia. Se nada de bom acontece, a culpa é sua. Assim que perceber que seu investimento molda as suas circunstâncias, você deixa de ser uma vítima... As regras de causa e efeito regem a vida de todo mundo.
Nós recebemos na vida aquilo que pedimos. Bruce seduz as mulheres com brilhantes e perfumes; quando elas o abandonam, reclama que foi usado por causa do dinheiro... Wendy provoca comoção com seus decotes exagerados; ao mesmo tempo, queixa-se de que os homens a querem unicamente por causa do seu corpo...
Aí eu pergunto – onde está o mistério? São as regras de causa e efeito. Se formos sinceros conosco mesmos, podemos listar quase tudo que nos aconteceu, e verificar o quanto colaboramos para que tenha sido assim.

Não se preocupe com o que as leis do universo possam ter proporcionado ao seu vizinho. Observe apenas como a lei de causa e efeito opera em sua vida – nos relacionamentos, no sucesso, nas decepções. Descubra isso e você terá paz interior.


(texto de Andrew Matthews no livro "Siga seu coração")